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A curvatura da vara
Quanto é preciso entortar para deixar de viver torto? Quando aquilo que me deformou se tornou parte da minha forma, voltar a ser quem eu era ainda é possível? A curvatura como gesto de sobrevivência. Fui ensinado a ser alguma coisa, experimento não ser. Passei a vida tentando corresponder, experimento não corresponder. Passei a vida aprendendo a me controlar, experimento, então, o descontrole. Se aprendi a permanecer… e se eu partir? Se “aprendi” a ser alguém, e se eu experim
há 18 horas2 min de leitura
Vergonha de dar a flor e o constrangimento de ser passiva
Eu tenho vergonha de dar a flor. Pronto. Pensemos o que seja ter vergonha e o que seja não querer alguma coisa. Eu quero. Eu sinto. Não aceito. Eu geralmente penetro. Sou "ativo". E, durante muito tempo, tratei isso como se fosse simplesmente uma preferência. “Eu sou ativo.” Como se eu tivesse nascido desse jeito. Mas é claro que eu sei que não é isso. Às vezes acho que sou ativo porque aprendi, na minha própria cabeça, a ser. Sim, sei que isso é profundamente machista, tanto
há 1 dia3 min de leitura
A PORRA DA VIOLÊNCIA PASSIVA ACABA COMIGO!
Um eu te odeio com sorrisinho de princesa falsa! Que imundice! “Você faltou na ________ hoje.” Desculpa, eu esqueci. “Tá, mas não esqueça mais. Não falte no seu compromisso!” Com um sorrisinho no rosto, disse x vagabundx. O “não tô te atacando, só tô lembrando você do seu compromisso”. QUE NOJO!!!!!!! Tu é o próprio carrego da cobrança. Sinto o teu cheiro de nojo. Lixão. Tóxico. Sinto teu cheiro de longe, dona das pequenas humilhações. Não esqueço teu olhar. Sinto nojo! Tu re
há 2 dias1 min de leitura
Me sinto vigiado
E não quero escrever sobre Foucault pra dizer que eu tô sufocado com tanta câmera
há 2 dias1 min de leitura
há 2 dias1 min de leitura
Preocupação lá em cima, pau lá em baixo
Eu brochei? Foi assim e pronto? Não acho nem um pouco difícil escrever sobre isso. Há pouco tempo fiz 31 anos de idade. Acho que as coisas no meu corpo estão um pouco diferentes: engordei, fiquei mais lento, adquiri muito mais dores, enfim. Até a cabeça desaliviou. Eu, como alguém que trata o pau como se fosse uma espécie de certificado de masculinidade já tinha, consciente e inconscientemente, estabelecido que, se sobe: tudo bem…; mas se… se… se… não tinha esse "e se...". Nu
há 5 dias4 min de leitura
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